Dezembro, 25 – 2010
Querido diário, aproveitei o natal para roubar o dinheiro do
abrigo e fugir. Quase me descobriram, mas eu consegui me esconder. Sei que o
mundo é perigoso para uma garota como eu, mas quero encontrar meus pais. Eu não
vou desistir enquanto não os trouxer para casa. Agora eu estou escondida nos
arbustos da praça, para a polícia não me encontrar. Vou dormir aqui mesmo,
amanhã eu começo minha jornada.
Dezembro, 27 – 2010
Querido diário, depois de duas noites na rua, me lembrei que
havia uma agenda em casa com o telefone da minha avó. Encontrei a agenda no
quarto da minha mãe e liguei para o número. Minha avó disse que recebeu uma
ligação na semana passada dizendo que minha mãe estava internada em uma clínica
de recuperação. A clínica fica em outra cidade, eu preciso pensar em um jeito
de ir para lá. Talvez eu possa encontrar meu pai antes e pedir para me levar
lá. Mas como será que eu encontro ele? Eu não falo com ele desde que foi embora
de casa.
Janeiro, 31 – 2011
Querido diário, como se não bastasse minha solidão ficarei sem
você. Esta é minha última página e eu já não tenho mais dinheiro para comprar
um novo caderno. Minha última esperança está em encontrar meu pai. Como posso
encontrá-lo nesta cidade enorme? Ele foi demitido por causa da secretária e
ninguém sabe me dizer onde ele está. Provavelmente trocou de celular, pois não
consegui ligar para ele. Às vezes eu me esqueço de porque quero encontrá-lo, e
sinto vontade de desistir e aceitar o que aconteceu. Mas eu não tenho mais por
que viver, e minha única esperança está em reconstruir o que foi destruído na
minha vida. Não tenho mais espaço, até um dia meu Querido Diário.
CONTINUA!!!!

















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