segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Brilho de uma Estrela


No centro de certa cidade, era localizada uma grande igreja com muitos membros. No meio de tantas pessoas, eram poucos que se destacavam, mas especialmente o grande grupo de jovens daquele lugar. Mesmo dentro deste grupo, era difícil encontrar alguém que se destacasse.
Dentre muitas pessoas, era de se surpreender que não houvesse muitos grupinhos isolados. Na verdade, só alguns novos membros ficavam um pouco longe por vergonha, mas logo se enturmavam e tornavam-se parte do grupo maior. Logo que alguém novo chegava, tornava-se celebridade no grupo, mas logo se misturava, e era mais um.
As coisas aconteciam sem muitas mudanças, sendo que os grandes destaques da igreja eram o pastor, os músicos, os dançarinos e o pregador do grupo dos jovens. Era sempre assim, até ela aparecer.

Um senhor chegou diante do pregador dos jovens acompanhado de uma moça de jeito sério. Ele disse que a jovem era sua sobrinha e que gostaria de entrar para o grupo. Ela foi aceita de imediato, claro. Mas diferente dos outros que chegavam e logo se misturavam, ela procurava manter distância. Seu nome era Sophia, de vinte e três anos. Usava roupas pretas e pesadas, mantinha seu cabelo liso cobrindo os olhos e não gostava de sorrir.
Sophia não gostava de falar sobre sua vida, não gostava de fazer amizades e não entrava para nenhum projeto. No entanto, bastava pedirem para que ela fizesse algo, que ela estava à disposição. Mesmo parecendo triste o tempo todo, Sophia não deixava de ajudar no que pudesse.
Mesmo depois de um ano vivendo naquela cidade e fazendo parte daquele grupo de jovens, Sophia ainda era diferente para as pessoas do lugar. Durante aquele ano que se passou, muitas coisas mudaram. Pessoas vinham, pessoas iam, e aquele grupo diminuiu consideravelmente. Com a diminuição do grupo os membros ficaram mais unidos, e insistiam em trazer Sophia para perto deles. Acabaram por se acostumar que o jeito sério dela era normal, e desistiram de perguntar sobre sua vida.
Para ela estava bom assim, ela tinha medo de se aproximar dos outros, e quando tentavam acabava por ser rude. 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Diario de Alissya IV


Julho, 20 – 2011

Querido Diário, mais uma vez chegou o meu aniversário, e amanhã fará um ano que eu comecei a procurar pela minha família. Eu já esqueci de todos os erros que meu pai cometeu, só quero que ele se esqueça dos meus também. Eu finalmente pude ver minha mãe, pois o Pastor Antônio me deu o dinheiro para ir lá como presente. Ela está terrível, mal consegue reconhecer minha voz. Ou talvez não queira reconhecer, eu não sei direito. Ela desapareceu um ano atrás de casa, sem me levar, sem se preocupar comigo. Eu não sei o que ela sente por dentro, não sei se tem ódio de mim ou do meu pai. Eu quero fazê-la voltar a ser a mãe maravilhosa que costumava ser. Meu dia foi cansativo no final das contas, e depois de viajar eu estou de volta ao meu quarto nos fundos da igreja.

Dezembro, 03 – 2011
Querido diário, esta será minha despedida. Hoje um homem entrou chorando na igreja, se ajoelhou perto da cadeira do pastor e ficou imóvel por muito tempo. Ele estava com as roupas rasgadas e sujas, e parecia estar com fome. Eu já passei por isso e sei como é doloroso, então fui até a cozinha e preparei um prato de comida para ele. Quando eu me aproximei para lhe oferecer a comida, pude ouvir sua voz. Uma voz grossa e triste, e incrivelmente familiar. Eu ofereci a ele o prato de comida, e ele recusou dizendo que não merecia. Eu toquei seus ombros e disse “Eu te procurei por tanto tempo, e você prefere morrer de fome na minha frente?”
Sim, diário, era meu pai. Ele me abraçou bem forte e chorando me pedia desculpas sem cessar. Mas eu não tinha o que desculpar, pois já havia deixado para trás todas as minhas mágoas. Eu também pedi perdão a ele, e pude enfim sentir meu coração tranqüilo. Depois que ele comeu, eu contei a ele sobre minha mãe, e ele disse que iríamos para a clínica juntos todos os dias para vê-la. Sinto muito por te abandonar neste momento da minha vida, diário. Mas eu decidi que vou guardar minhas histórias para minha família e para Deus. Nós vamos reconstruir nossas vidas juntos. Eu não preciso mais ficar sozinha!

terça-feira, 1 de maio de 2012

O Diário de Alissya III


Fevereiro, 03 – 2011

Querido diário, como senti falta de escrever. Algo bom aconteceu comigo nestes últimos dias, eu acabei desmaiando de fome em frente a um prédio. Quando eu acordei, estava em um quarto descansando em uma cama macia. Eu nem lembrava mais de como era a sensação de dormir em algo confortável.
Eu me levantei e olhei para o lado, havia um frigobar com um recado pregado na porta. “Tem frutas e pão aqui dentro, por favor coma o quanto quiser.”
Eu não pensei duas vezes, quase como que em um único passo, eu saltei para o frigobar e peguei o pão para comer. Havia suco, creme, frutas e carne também. Eu comi tudo o que pude desesperadamente. Quando terminei pensei na possibilidade de que pudessem chamar a assistente social para me buscar. Fiquei com medo e saí daquele quarto com a intenção de fugir. Procurei pelos meus cadernos, mas eles não estavam lá. Fizeram do meu passado um refém, e eu não poderia fugir. Me perguntei o que fariam se lessem toda a minha história, e comecei a andar pelo lugar procurando por eles.
Passei por uma porta que dava para um grande salão. Haviam muitas cadeiras lá, todas viradas para um lugar, onde tinha outra cadeira virada para as demais. Eu me perguntei o que acontecia naquele lugar, mas com certeza havia alguém que falava algo para outras pessoas. Seriam histórias que tinham acontecido com eles? Talvez aqui fosse um daqueles lugares em que as pessoas contam seus problemas para quem sofre do mesmo problema.
Enquanto explorava o lugar, ouvi passos atrás de mim, e uma moça apareceu com um sorriso suave no rosto. Ela me perguntou se eu havia comido e eu respondi que sim com a cabeça. Ela me levou até um escritório onde havia um homem sentado em uma poltrona e meus cadernos na escrivaninha. Ele leu cada um dos meus cadernos, cada um dos meus dias. Ele viu todo o meu passado, minha história. Ele disse que eu poderia ficar tranqüila pois ele não chamaria a polícia ou a assistente social. Ele deixou que eu ficasse neste quarto por um tempo, me deu algumas roupas usadas e só pediu que eu o ouvisse em troca.
Diário, eu nunca pensei nisso, mas ele me disse que a única coisa que faltava na minha vida era Deus. Se eu tivesse confiado em Deus no início, antes de tudo acontecer, meu pai teria terminado o relacionamento com a secretária e nós ainda seríamos uma família feliz. Foi o que eu deduzi, com as palavras dele.
Eu vou ficar um tempo aqui, até aprender mais. Depois vou me esforçar para encontrar meu pai novamente. Desta vez, eu irei confiando em Deus, por isso tenho certeza que o encontrarei!


ESTA HISTÓRIA AINDA NÃO ACABOU! AGUARDE PELA PRÓXIMA CONTINUAÇÃO!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Diário de Alissya II



Dezembro, 25 – 2010
Querido diário, aproveitei o natal para roubar o dinheiro do abrigo e fugir. Quase me descobriram, mas eu consegui me esconder. Sei que o mundo é perigoso para uma garota como eu, mas quero encontrar meus pais. Eu não vou desistir enquanto não os trouxer para casa. Agora eu estou escondida nos arbustos da praça, para a polícia não me encontrar. Vou dormir aqui mesmo, amanhã eu começo minha jornada.

Dezembro, 27 – 2010
Querido diário, depois de duas noites na rua, me lembrei que havia uma agenda em casa com o telefone da minha avó. Encontrei a agenda no quarto da minha mãe e liguei para o número. Minha avó disse que recebeu uma ligação na semana passada dizendo que minha mãe estava internada em uma clínica de recuperação. A clínica fica em outra cidade, eu preciso pensar em um jeito de ir para lá. Talvez eu possa encontrar meu pai antes e pedir para me levar lá. Mas como será que eu encontro ele? Eu não falo com ele desde que foi embora de casa.

Janeiro, 31 – 2011
Querido diário, como se não bastasse minha solidão ficarei sem você. Esta é minha última página e eu já não tenho mais dinheiro para comprar um novo caderno. Minha última esperança está em encontrar meu pai. Como posso encontrá-lo nesta cidade enorme? Ele foi demitido por causa da secretária e ninguém sabe me dizer onde ele está. Provavelmente trocou de celular, pois não consegui ligar para ele. Às vezes eu me esqueço de porque quero encontrá-lo, e sinto vontade de desistir e aceitar o que aconteceu. Mas eu não tenho mais por que viver, e minha única esperança está em reconstruir o que foi destruído na minha vida. Não tenho mais espaço, até um dia meu Querido Diário. 

CONTINUA!!!!

sábado, 28 de abril de 2012

O Diário de Alissya

Medeiros, Alissya



Janeiro, 19 - 2010


Querido diário, hoje eu acordei bem disposta e com vontade de viver todos os meus sonhos ao mesmo tempo. Como não seria possível fazer tudo em um só dia, decidi ao menos passar esta alegria para quem estivesse por perto.
Eu fiz muitas piadas, cantei errado, tropecei. Fiz de tudo para que meus amigos sorrissem, e todos eles sorriram. Tive um dia cheio de diversão, e desejo que todos os outros dias sejam assim.

Janeiro, 23 - 2010

Caro diário, hoje me aconteceu algo muito triste, eu descobri que meu pai está traindo minha mãe com a secretária. Eu não tenho coragem de contar a ela, e não consigo mais olhar para ele. Ele me enoja! Ele sempre foi meu super-herói, eu não confio mais em ninguém! Homens são os piores!

Fevereiro, 15 - 2010

Querido diário, hoje eu olhei para a sala e vi meu pai carregando as malas para o carro. Depois de ver aquelas fotos, minha mãe não é mais capaz de aceitá-lo. Para mim não faz diferença alguma, eu já esperava por isso.

Julho, 20 - 2010

Querido diário, hoje foi meu aniversário e eu decidi comemorá-lo sozinha trancada no sótão. Eu não esperava encontrar os álbuns de família por lá, e comecei a folheá-los enquanto comia o brigadeiro que eu mesma fiz. Haviam fotos de quando eu era muito pequena, e meus pais me levaram para conhecer o mar. Era tão vasto e lindo. Encontrei uma foto em que meu pai presenteava minha mãe com uma flor. Eles sorriam tanto. Diário, eu comecei a chorar, e sentir falta do que eu tinha antes. Então eu resolvi ler outra vez tudo o que eu escrevi, e encontrei aquele dia em que eu acordei feliz, e contagiei a todos com a minha felicidade. Eu disse que tinha vontade de realizar todos os meus sonhos ao mesmo tempo, e hoje eu não tenho mais sonho. Quais eram os meus sonhos, Diário? Eu não consigo me lembrar! Já fazem dois meses desde que minha mãe viajou a negócios e não voltou. Eu também não tenho recebido ligações dela, ou cartas, ou e-mails. Ela também me abandonou, igual ao meu pai?

Julho, 21 - 2010

Querido diário, hoje eu fui até a polícia dizer que não tenho noticias da minha mãe ou do meu pai. Ao invés de procurar por eles, o delegado chamou uma assistente social para me levar. Todos me abandonaram, até a sociedade. Eu preciso de dinheiro para sair daqui. Quero encontrar minha mãe, quero encontrar meu pai. Quero minha família de volta.

CONTINUA........

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma história que não pode ser apagada!

Nós nascemos, crescemos e vivemos. E em um certo ponto da vida, começamos a escrever nossa história. Essa história acaba vindo com muitos erros, muitas lacunas, mas não é possível reparar nada disto, pois tudo foi escrito à caneta.
Mesmo que um parágrafo diga que nos arrependemos, que pedimos perdão, o que foi escrito antes não poderá ser apagado.

Uma história também não pode começar como um romance e se tornar assustadora, ou começar com comédia e de repente se tornar enigmática. Muitas pessoas vivem de forma a moldar seu caráter, sua personalidade, mas chega um momento que todos pensam em mudar, em ser alguém melhor. Mesmo dizendo para si próprio que irá mudar, mesmo admitindo seus erros e mostrando estar disposto a se consertar, raramente a pessoa mudará. Seu caráter pode mudar, sua aparência, sua voz, seus sentimentos. Mas sua personalidade, esta ficará para sempre. Por mais que tente, um ser humano não poderá passar a vida como alguém de coragem e se tornar alguém covarde repentinamente. Mesmo que essa pessoa finja, mesmo que aja como se fosse um covarde, sua história está escrita, seu passado está ali para mostrar quem ela realmente é. Uma hora, ela não conseguirá mais fingir, e todos saberão da verdade.
Por mais que lutemos contra, nosso passado nos persegue, e não poderemos mudar nossa história. Temos de aprender a viver com esta leitura, e nos adaptar. O único jeito de mudar o rumo de uma história, é através da união a outra história, através de um ombro amigo, de um abraço, de um "Tudo bem, eu estou aqui!"
Viver sem Deus é impossível, viver com Deus é difícil e maravilhoso, mas viver para Deus, é o grande desafio que nos faz viver da maneira certa. Ou tentar!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Desespero III: Sonhos Ignorados



Ela nunca teve um objetivo concreto na vida, nunca teve algo pelo que batalhar. Quando ela o conheceu, algo mudou. Conquistar a amizade daquele rapaz era seu objetivo, e quando ela o concretizou, lutava para manter esta amizade. Ela estava disposta a qualquer sacrifício para ser amiga dele para sempre. Ele tinha um sonho de estudar Filosofia na Universidade de Paris, e sempre falava disto para ela. Ela tomou os sonhos do rapaz para si.
Com o tempo, ele parou de falar de seus sonhos. Parou também de falar sobre seu dia, seus problemas. Já não perguntava a ela como estava, e não prestava atenção ao que ela dizia. Estava distante, pensando em outras coisas, coisas que não queria falar.
Ela achava estranho, apesar de não dizer nada. Ele estava escondendo algo dela, e sempre escondeu. Não teria como alguém ficar daquele jeito do dia para a noite.
Ela ignorou a possibilidade dele ter problemas para resolver, e focou no medo de que a amizade dos dois já não era como costumava ser. Ela decidiu que faria algo para reconquistar a confiança dele, mesmo que jamais desse motivos para que ele a perdesse. Ela se esforçou para ter as melhores notas, buscou recomendações, conselhos e recursos. Ela fez tudo o que estava ao seu alcance para conquistar uma vaga na tão sonhada Universidade de Paris.
Finalmente, ela tinha os papeis em mãos, tudo certo. Ela estava feliz, radiante, cega.
Acreditando firmemente que com isto ele pudesse se abrir e contar seus segredos, ela correu até a casa de seu querido amigo. Ao dobrar a esquina, ela viu uma moça sair de lá, e ele acenando do portão com um sorriso sereno, como aquele que ela já não via mais a muito tempo. Ela sorriu, apressou os passos e foi em direção a ele. "Ora, era só uma garota! Era isto que ele escondia de mim? Ele não precisava esconder uma garota!"
Ela repetia inúmeras vezes as mesmas coisas dentro da mente, enquanto sorria. Ela se aproximou dele, ignorando o que acabara de acontecer. _Adivinhe só, o seu sonho, o nosso sonho! Eu finalmente consegui! Eu posso realizar nosso sonho!
_É? Que bom...
"O que aconteceu com ele? Bastou olhar para mim e ele perdeu o sorriso outra vez! O que eu fiz?" Ela já não entendia nada.
_Veja! Eu tenho papéis para a sua transferência! Você pode ir para Paris comigo!
_Eu não preciso ir a Paris para estudar Filosofia, já estou estudando aqui mesmo!
_Mas, eu queria que você fosse comigo...
Ele riu. Como se ela tivesse dito algo bobo, como se ela tivesse feito algo anormal. Ele estava zombando dela, e ela não entendia por quê.
_Eu não posso ir com você! Eu tenho uma noiva agora, posso construir novos sonhos. Este de ir para Paris me deixaria muito longe dela.
Ela então se sentiu vazia. Uma noiva, e ela nunca soube. Ele tinha uma namorada e nunca contou para ela. No final, apenas ela vivia seus sonhos, apenas ela vivia uma amizade. Tudo o que ele tinha por ela era pena, compaixão.
De nada mais adiantava ir para a Europa, de nada adiantava discutir com ele. Ela não podia mais andar, e não precisava, pois não tinha ninguém. Ela tomou uma forte decisão: Nunca mais aceitaria gentileza de ninguém, nunca mais confiaria no ser humano.
Ela decidiu morrer, mesmo que seu corpo continuasse vivo!

----------FIM----------

POR FAVOR, COMENTEM! EU NÃO POSSO MELHORAR MEU ESTILO SEM A OPINIÃO DE VOCÊS!! =)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desespero II - Lembranças

CONTINUAÇÃO!!

Ela então começou a relembrar seus passos, e curiosamente a primeira lembrança foi do dia em que ela o conheceu. Uma garotinha de doze anos, desajeitada, acabava de torcer o tornozelo e chorava silenciosamente na beira da calçada.
Um rapaz que aparentava mais velho a viu e sorriu. "Ora, mas que coragem. Consegue suportar uma dor como esta sem dizer uma só palavra! Você certamente é incrível!"
Ele era um rapaz de quinze anos, que acabava de voltar do colégio. Ele a encontrou, e conversou com ela. Apesar da dor, ela parou de chorar e até sorriu. Ele então a apoiou em seu ombro e a levou ao hospital.
Enquanto ela estava com o pé enfaixado, ficava sentada no portão de sua casa todos os dias, e via aquele rapaz passando do outro lado da rua. Ela sorria, mas não criava coragem para chamá-lo. Ela já havia agradecido, então não sabia o que dizer ao jovem que foi tão simpático.
Depois de alguns dias o pé dela sarou, e ela pôde se exercitar outra vez. Justamente no dia em que ela voltou do hospital sem as faixas, ele foi até ela sorrindo e a cumprimentou. "Você superou toda a sua dor?"
Ela respondeu que sim, encantada com o sorriso sereno do rapaz. Não que ela estivesse apaixonada, sempre acreditou que era nova demais para isto, mas ele era um rapaz muito legal. Era assim que ela pensava, e queria tê-lo como seu amigo. Ela teve coragem de lhe pedir isso. Ela não tinha muitos amigos, e nenhum deles apareceu quando ela precisou, mas ele estava ali, mesmo sem conhecê-la. O que ele seria capaz de fazer, então, por alguém que fosse seu amigo?
Depois daquele dia, sempre que ele voltava do seu colégio, parava na casa dela e conversava com ela. Falavam sobre como foi o dia deles, sobre seus gostos, seus medos. Eles se tornaram amigos muito ligados.
A amizade deles durou por seis anos, quando ela finalmente terminou seus estudos e conseguiu uma bolsa de estudos para a Europa.
Curiosamente, era no mesmo país que ele queria ir, e ela batalhou por uma vaga para ele na mesma universidade. Parecia impossível, mas ela conseguiu. Tudo o que ele precisava fazer era pedir transferência e fazer as malas. O sonho dela poderia se tornar realidade, afinal.


QUAL SERÁ O SONHO DELA?
O QUE ELA FARÁ AGORA?

CONTINUA......

domingo, 22 de abril de 2012

Desespero!!



Ela corria inconformada pelas ruas durante a noite, sem conseguir olhar para onde ia, com a visão obstruída pelas lágrimas que não paravam de cair. Ela estava desesperada, não conseguia acreditar no que acabara de ouvir, não sabia o que sentir naquele momento.
Ele arruinou todos os sonhos dela, com simples palavras. Mas o pior para ela, foi ele rir de sua proposta. Era seu maior objetivo, e ele fez piada dela.
Enquanto ela corria, as palavras que ele disse ecoavam pela sua mente, deixando-a confusa. "Eu não posso ir com você!"
As palavras não a deixaram em paz enquanto ela não parou de correr. Ela olhou para o lado e viu uma forte luz, e tudo se silenciou depois do gritar de um pneu queimando o asfalto.
Ela começou a ouvir um pequeno som, precisamente sincronizado com o bater do seu coração. Não se ouvia mais nada. Ela abriu seus olhos, e se viu em um quarto branco, vazio. Não havia mais ninguém ali, a não ser ela. A única companhia que lhe foi permitida foi a dos aparelhos que estavam ligados a ela.
Ela tentou se levantar, mas suas pernas não se moviam. Tentou chamar por alguém, mas sua voz não saía. Ela queria chorar, mas nem as lágrimas surgiam para lavar seus olhos. Ela começou a tremer, e se desesperar. O som acelerado do aparelho chamou a atenção das enfermeiras, que foram até o quarto e lhe fizeram perguntas. Ela via os lábios se mexendo, mas não ouvia qualquer voz. Ela sabia que podia ouvir, pois ouvia os sons do aparelho, mas não compreendia porque não ouvia as vozes de fora.
Ela então se acalmou, virou para o lado e aceitou aquilo como uma morte para si. Foi então que uma lágrima saiu, e ela então ouviu uma enfermeira dizer: "...Mas tem de nos contar o que houve!"
Ela entendeu, não havia problemas com o seu corpo, mas sim com a sua mente, com seu coração. Ela estava humilhada, magoada, e não queria ouvir mais ninguém. Foi então que ela levantou sua cabeça e disse: "Quando poderei ir para casa?"
O silêncio fez com que sua calma e desistência se tornassem em desespero e dúvida. O que a impediria de ir para casa?
A enfermeira disse lentamente, em um tom de voz muito triste, que ela havia perdido os movimentos das pernas, e que demoraria para receber alta. A vida dela já estava arruinada, mas ela queria uma chance de reconstruir, mas agora, nada lhe restava. Ela estava incapacitada de correr atrás de seus sonhos!





O QUE SERÁ QUE ACONTECEU ANTES DO ACIDENTE? O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER DEPOIS?

CONTINUA......

sábado, 21 de abril de 2012

História: Vitória Portland



Provavelmente a mais esperada, e a última das histórias que eu tinha pronta... Vitória Portland traz a vida e os pensamentos de alguém que foi oprimido por um sentimento totalmente vazio. Divirta-se!


Crocko
DepositFiles

Nada

Ela abriu os olhos naquela manhã, escutou o som da chuva e decidiu não se levantar. Elas ouvia os sons de fora, sabia que o dia já havia começado e a vida estava acontecendo, mas ainda assim seu corpo não se levantava. Não que ela estivesse doente, não que sentisse qualquer dor. Ela só não queria sair daquele lugar, onde estava protegida. 
Ela sentiu medo, enquanto não sentia mais nada. Não entendia porque não se levantava, não entendia porque não sorria. Ela decidiu então, que se não havia motivos para continuar deitada, ela se levantaria e começaria a viver também. Ela deu bom-dia para aqueles que viviam com ela, e aprontou-se para o dia. 
Ela ainda não sentia nada, ela não queria nada. Não queria continuar de pé, não queria voltar a deitar-se, não sabia o que fazer, o que pensar. Apenas ficava parada no meio da sala, olhando para nada, tentando pensar em algo. 
Ela então começou a sentir algo, mas não era algo que combinava com a situação. Ela sentiu dor, daquelas que vem de dentro, do coração. Ela então começou a chorar, e olhou ao redor, vendo que estava só. 
Aqueles que viviam com ela não a viam, simplesmente viviam. Ela estava sozinha, e não tinha com quem falar. Ela também não tinha o que falar, então estava tudo bem. Mas ainda assim, ela não conseguia parar de chorar, e a dor não passava. Ela estava perdida, em meio ao vazio anestésico de um dia de sábado chuvoso.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

História: Obsessão



O que você faria se as pessoas que sempre te amaram se separassem? Talvez você não fizesse o que ela fez, mas qual será o seu julgamento diante de tal comportamento?


Crocko
DepositFiles

História: Mentes Atordoadas




Em um futuro distante, a vida de uma construtora de armas mudou, e isto fez com que uma estudante perdesse completamente seu futuro brilhante. E agora?

Crocko
DepositFiles

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Guerra interior



Em uma terra distante, existiam duas irmãs gêmeas. Elas se amavam, e sempre andavam juntas. Uma era simpática, amável e covarde; enquanto a outra era forte, corajosa e impulsiva.
Sempre que a irmã mais sensível saía de casa, se esforçava para fazer sorrir a todos ao seu redor, mesmo que muitas vezes acabava se machucando. A irmã mais corajosa, por sua vez, procurava proteger sua irmãzinha amada, sem se importar com o que pensariam dela, ou o que fariam com ela.
Mas as duas irmãs eram idênticas por fora, e as pessoas não sabiam diferenciá-las. Admitiam então que ambas era de uma personalidade instável, ambas eram iguais por dentro.
Um dia, a irmã mais sensível conheceu alguém, por quem se apaixonou. Ela não era corajosa e por isso não conseguia se confessar, mas tornou-se muito amiga de seu amado.
A irmã corajosa viu os dois conversando, e também se apaixonou pelo homem, mas ao invés de usar sua coragem para se declarar, usou para proteger sua irmã, e tentou se afastar de seu amado.

Certa vez, a irmã corajosa saiu de casa para caminhar, e o homem que tinha seu coração a parou para conversar. Ele a confundiu com a irmã mais sensível, e ela foi rude com ele, como sempre era com todos. Ela não percebeu que isto o fez se afastar de sua irmã também, e não somente dela, e se culpou.
Ela escolheu desaparecer, se trancar em casa e deixar apenas sua irmã existir no mundo lá fora. Mas seu instinto protetor não a deixava, e sempre que sua irmã tinha problemas, ela saía no lugar de sua irmã e causava confusão.

Ela não tinha uma vida própria mais, e também não deixava sua irmã ter uma. Ao ver tudo o que fazia de errado, ela se arrependeu e chorou de raiva. Pela primeira vez ela disse o nome de sua irmã, e percebeu algo que não havia notado desde então: não existia uma irmã mais sensível. A vida que ela destruiu, a pessoa que ela magoou, era ela mesma, dentro de si. Se afastando de todos, tentando deixar de existir, mas voltando atrás e surgindo outra vez no mundo, o lugar que ela tanto ama, e tanto quer distância.

A irmã sensível se tranca em uma jaula, deixando que sua irmã a controle, aceitando que sua vida seja arrastada para a solidão, onde restará apenas uma pessoa, dividida em duas, que já deixaram de se entender a muito tempo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

História: Mar de Lágrimas



O que você acha de sereias? Compare sua opinião com esta história que trás os conflitos de uma história de amor, mas... como será que isto vai acabar?

DepositFiles
Crocko

sexta-feira, 13 de abril de 2012

História: Estrela de Safira - A Decisão

Para quem já leu Estrela de Safira, esta seria uma continuação alternativa para ela. Considerando que Sara vive diversas aventuras, é possível que não pare por aqui.

Seguindo em frente, aqui estão os links para download:

Crocko
DepositFiles

Respirar...

     

Existem certos dias em que tudo parece cinza, nada possui vida, nada possui alegria. Não se vê qualquer motivo para sorrir, e tudo o que se quer é fechar os olhos e viajar dentro da mente.
      Acontece que ainda não vimos como o dia nos chama para despertar. Basta um pequeno esforço, fazer algo que preferia não fazer. E logo as cores vêm, e o mundo parece mais agitado, e você percebe que apenas estava refugiado dentro de seu próprio mundo. Bastava um pequeno fôlego, um pequeno respirar.
      Quando a mente tenta nos tirar de nossas vidas, quando nosso cérebro é envolvido pela tecnologia e hipnotizado pela internet, é preciso dar as costas para o refúgio de sua casa, e dar passos para fora de seu sub-consciente. A felicidade está ali, basta esticar os braços e alcançá-la.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

História: Encontro com Ícaro


Trago hoje a história de duas grandes amigas, que pouco a pouco tem sua vida destruída. Encontrem Ícaro e mergulhem nessa trágica e mística aventura!

DepositFiles
Crocko

Amor...




Até um tempo atrás eu acreditei que amar fosse um sentimento. Eu me martirizava por não sentir nada, e me perguntava se seria um ser humano frio por muito tempo.
Eu tentei mudar, me esforcei para me tornar mais amável, mais compreensível, mais expressível. Eu quase desisti, pois continuava sendo rude, fria, ignorante. Eu começava a me odiar, e tentei mudar minha forma de me tratar, para ver se essa sensação mudava. Mesmo me tratando bem, eu ainda me odiava.
Eu estava me sentindo perdida, com poucas esperanças de conhecer o tal sentimento amor. Até que ouvi aquelas palavras… “Amor não é um sentimento, é uma ação!”
O fato de que eu me importo com meus amigos, que eu tento ajudá-los. O fato de eu poder contar com eles, confiar. O fato de eu sempre proteger minha família, esteja certa ou errada, o fato de não admitir ouvir falarem mal de ninguém próximo a mim. ISSO É AMOR!
Eu sempre amei, a minha vida toda, meus amigos, minha família, e até meus animais de estimação. Eu amo desde que nasci, e ainda não sabia.
Depois de aprender sobre isso, até a solidão é fácil de lidar. Pois amar é querer o bem de alguém, e eu amo todos os meus amigos e parentes. Eu não preciso sentir falta de ter uma única pessoa, pois tenho todos ao meu redor.
O mundo de hoje pensa que pode substituir o amor por pessoas que não significarão nada, que satisfazem os desejos de uma noite e desaparecem de suas vidas. Eles dizem que seguirão assim até encontrar alguém que resolva ficar em suas vidas.
Tolos! Eu sim, pude substituir o amor específico de um… pelo amor a todos. Eu não preciso de pessoas vazias que passarão pela minha vida e desaparecerão. Eu não quero isso pra minha vida. Não quero ser usada, quero encontrar alguém só pra mim, para sempre. Enquanto eu espero que este alguém apareça, eu vou amar os meus amigos, e entregar meu coração para Deus, que há de me consolar e me preparar para quando for a hora de encontrar esta pessoa que será tão mais que especial na minha vida. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

História: A Maldição de uma Irmã



Esta história se passa em um cenário vitoriano, na Inglaterra no tempo da revolução Industrial. Envolvendo uma maldição que destruiu o relacionamento de duas irmãs, ela vai contar como o pior pesadelo pode se tornar o mais belo sonho.

Perdida...


Eu não me encaixo em qualquer lugar...
É difícil viver entre dois círculos de socialização... Eu não tenho um lugar onde me encaixe perfeitamente. Eu vivo com pessoas que têm imensa consciência e preocupação com o meio ambiente, mas que não se importam com a vontade de Deus; enquanto o outro meio possui pessoas que se esforçam para agradar a Deus, mas ignoram as leis do homem, e a natureza.
Eu não consigo aceitar pessoas que não amem a Deus, e ao mesmo tempo me entristece ver que pessoas não ligam para o futuro do nosso planeta. De um lado bebem e se divertem, do outro enchem as ruas de lixo, e ignoram os outros donos deste planeta, os outros animais.
Talvez eles pensem que não são animais, que humanos são infinitamente melhores que qualquer outra forma de vida. Eu já penso diferente… EU SEI que sou um animal, só não sou capaz de admitir que sou humana. Seres humanos destroem esse mundo, e destroem eles mesmos. Seres humanos matam outros animais por caprichos próprios, sem se importar com o que isso infligirá no futuro. Seres humanos pensam que diversão é esquecer de Deus, é esquecer que existem seres neste mundo que precisam de ajuda, só precisam por culpa do homem…
Eu odeio humanos, eu odeio ser humana. Eu não sei o que sou, mas não posso aceitar que seja da mesma espécie que esses seres sujos. Talvez por isso seja difícil me encaixar, eu não me vejo sendo como eles, pois todos eles me fazem chorar, todos eles...
Eu gostaria de poder amá-los... Eu gostaria de poder viver bem com eles... mas ainda escondo dentro de mim essa tristeza que vem toda vez que alguém faz algo que me machuca!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

História: A Observadora



Nesta história, a vida da protagonista é vazia até o momento em que ela acaba envolvida com gangues. Qual será o resultado disto, quando ela descobre quem foram os culpados pela morte de sua família?

FileServe
DepositFiles

História: Sonho vs. Sentimento




Bom, esta foi a segunda história que eu escrevi, portanto a forma de linguagem não é das melhores. Nela, eu comecei a desenvolver o lado psicológico das minhas histórias, mas fortemente voltado à ficção. Ainda assim, espero que gostem... A quem ler... Comente por favor, sua opinião será muito importante para mim!!!

FileServe

DepositFiles

História: Estrela de Safira


Sendo a primeira história que eu escrevi, talvez vocês não gostem muito da linguagem de Estrela de Safira, mas espero que vocês consigam ver a saga de Sara com a clareza com a qual eu imaginei.
Divirtam-se!!



FileServe

Eu desejo...



Eu desejo que todas as mulheres deste país realizem seus desejos. Desde as mais inteligentes às mais leigas, desde as mais independentes às mais dependentes, desde as mais brancas às mais negras. Eu desejo que esta vontade alcance todas as cores, raças, fisionomias e condições de saúde.
Eu desejo que aquelas mulheres que sonham em se casar, encontrem um bom homem por quem se apaixonem, e se casem. Eu desejo que aquelas que querem passar o resto de suas vidas sozinhas, tenham muita felicidade e nunca se sintam solitárias em suas vidas.
Eu desejo que mulheres que sonhem em ter filhos os tenham, e os criem bem. Certamente aquelas que não os querem também não hão de querer cuidar bem de suas crias, portanto desejo que não os tenham.
E assim, mulheres caseiras e mansas criarão suas filhas da mesma forma, enquanto mulheres livres e bravias desaparecerão no decorrer do tempo. Mulheres que gostam de curtir a vida em bailes, hão de curtir até o fim de seus dias, sem deixar descendentes, sem ensinar este estilo de vida a mais ninguém.
E talvez assim, um dia possamos andar pelas ruas e ver mulheres dignas de ser respeitadas caminhando. Não haverão mais mulheres vulgares, que bebem até perderem a consciência e não sabem mais o que lhe foi feito. Ninguém mais acordará em um estacionamento, sem saber como foi parar lá.
Haverão apenas mulheres de família entre nós, que também sonhem em ser mães, e que não perdem seus amados homens para as vulgares que não se importam com a felicidade alheia.
...
...
Quem me dera... isto é apenas um desejo, um desejo vazio e inútil. Pois há muito tempo as mulheres vulgares se escondiam da sociedade, e as dignas caminhavam livremente pelas ruas. Mas isto mudou um dia, e o mal contaminou todo o mundo. Também não chegará a ter início esta “Era de Mulheres Dignas”, pois aquelas moças que acordaram no estacionamento, drogadas, engravidaram naquela noite. Elas não queriam um filho, queriam continuar levando sua vida de antes, sem se lembrar do que acontecia no final de cada festa. Mas o filho está lá, e ela tem de cuidar ao menos do básico de sua sobrevivência. O resto, ele que trate de aprender sozinho!
E assim… uma filha cresce observando a mãe que a deixa com a avó para ir para os bailes. Ela só retorna no dia seguinte, e às vezes trás um homem desconhecido junto. Nunca é o mesmo homem da outra noite. Quando esta filha cresce, acha interessante o que a mãe faz, e para começar, ela seduz o novo namorado da mãe. E logo ela está nas festas, consumindo tudo o que lhe dão, acordando em um estacionamento sem saber o que houve.
O ciclo não cessará, tudo continuará como antes, e nada vai mudar. Como eu disse antes, isto foi um desejo vazio e inútil. E tudo o que foi escrito aqui, de nada servirá.