terça-feira, 1 de maio de 2012

O Diário de Alissya III


Fevereiro, 03 – 2011

Querido diário, como senti falta de escrever. Algo bom aconteceu comigo nestes últimos dias, eu acabei desmaiando de fome em frente a um prédio. Quando eu acordei, estava em um quarto descansando em uma cama macia. Eu nem lembrava mais de como era a sensação de dormir em algo confortável.
Eu me levantei e olhei para o lado, havia um frigobar com um recado pregado na porta. “Tem frutas e pão aqui dentro, por favor coma o quanto quiser.”
Eu não pensei duas vezes, quase como que em um único passo, eu saltei para o frigobar e peguei o pão para comer. Havia suco, creme, frutas e carne também. Eu comi tudo o que pude desesperadamente. Quando terminei pensei na possibilidade de que pudessem chamar a assistente social para me buscar. Fiquei com medo e saí daquele quarto com a intenção de fugir. Procurei pelos meus cadernos, mas eles não estavam lá. Fizeram do meu passado um refém, e eu não poderia fugir. Me perguntei o que fariam se lessem toda a minha história, e comecei a andar pelo lugar procurando por eles.
Passei por uma porta que dava para um grande salão. Haviam muitas cadeiras lá, todas viradas para um lugar, onde tinha outra cadeira virada para as demais. Eu me perguntei o que acontecia naquele lugar, mas com certeza havia alguém que falava algo para outras pessoas. Seriam histórias que tinham acontecido com eles? Talvez aqui fosse um daqueles lugares em que as pessoas contam seus problemas para quem sofre do mesmo problema.
Enquanto explorava o lugar, ouvi passos atrás de mim, e uma moça apareceu com um sorriso suave no rosto. Ela me perguntou se eu havia comido e eu respondi que sim com a cabeça. Ela me levou até um escritório onde havia um homem sentado em uma poltrona e meus cadernos na escrivaninha. Ele leu cada um dos meus cadernos, cada um dos meus dias. Ele viu todo o meu passado, minha história. Ele disse que eu poderia ficar tranqüila pois ele não chamaria a polícia ou a assistente social. Ele deixou que eu ficasse neste quarto por um tempo, me deu algumas roupas usadas e só pediu que eu o ouvisse em troca.
Diário, eu nunca pensei nisso, mas ele me disse que a única coisa que faltava na minha vida era Deus. Se eu tivesse confiado em Deus no início, antes de tudo acontecer, meu pai teria terminado o relacionamento com a secretária e nós ainda seríamos uma família feliz. Foi o que eu deduzi, com as palavras dele.
Eu vou ficar um tempo aqui, até aprender mais. Depois vou me esforçar para encontrar meu pai novamente. Desta vez, eu irei confiando em Deus, por isso tenho certeza que o encontrarei!


ESTA HISTÓRIA AINDA NÃO ACABOU! AGUARDE PELA PRÓXIMA CONTINUAÇÃO!

Um comentário:

  1. aiaiaiai, q medo! achei q ia termia assim, \o/ aguardando a continuação ^^

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