Ela corria inconformada pelas ruas durante a noite, sem conseguir olhar para onde ia, com a visão obstruída pelas lágrimas que não paravam de cair. Ela estava desesperada, não conseguia acreditar no que acabara de ouvir, não sabia o que sentir naquele momento.
Ele arruinou todos os sonhos dela, com simples palavras. Mas o pior para ela, foi ele rir de sua proposta. Era seu maior objetivo, e ele fez piada dela.
Enquanto ela corria, as palavras que ele disse ecoavam pela sua mente, deixando-a confusa. "Eu não posso ir com você!"
As palavras não a deixaram em paz enquanto ela não parou de correr. Ela olhou para o lado e viu uma forte luz, e tudo se silenciou depois do gritar de um pneu queimando o asfalto.
Ela começou a ouvir um pequeno som, precisamente sincronizado com o bater do seu coração. Não se ouvia mais nada. Ela abriu seus olhos, e se viu em um quarto branco, vazio. Não havia mais ninguém ali, a não ser ela. A única companhia que lhe foi permitida foi a dos aparelhos que estavam ligados a ela.
Ela tentou se levantar, mas suas pernas não se moviam. Tentou chamar por alguém, mas sua voz não saía. Ela queria chorar, mas nem as lágrimas surgiam para lavar seus olhos. Ela começou a tremer, e se desesperar. O som acelerado do aparelho chamou a atenção das enfermeiras, que foram até o quarto e lhe fizeram perguntas. Ela via os lábios se mexendo, mas não ouvia qualquer voz. Ela sabia que podia ouvir, pois ouvia os sons do aparelho, mas não compreendia porque não ouvia as vozes de fora.
Ela então se acalmou, virou para o lado e aceitou aquilo como uma morte para si. Foi então que uma lágrima saiu, e ela então ouviu uma enfermeira dizer: "...Mas tem de nos contar o que houve!"
Ela entendeu, não havia problemas com o seu corpo, mas sim com a sua mente, com seu coração. Ela estava humilhada, magoada, e não queria ouvir mais ninguém. Foi então que ela levantou sua cabeça e disse: "Quando poderei ir para casa?"
O silêncio fez com que sua calma e desistência se tornassem em desespero e dúvida. O que a impediria de ir para casa?
A enfermeira disse lentamente, em um tom de voz muito triste, que ela havia perdido os movimentos das pernas, e que demoraria para receber alta. A vida dela já estava arruinada, mas ela queria uma chance de reconstruir, mas agora, nada lhe restava. Ela estava incapacitada de correr atrás de seus sonhos!
O QUE SERÁ QUE ACONTECEU ANTES DO ACIDENTE? O QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER DEPOIS?
CONTINUA......

Muito fera, aguardando ansioso o próximo post XD
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